A Questão Indígena

O estudo dos povos indígenas com aprofundamento em seus direitos, história, situação atual e grafismos marcou o início do projeto. A partir da pesquisa qualitativa nas aldeias Tekoa Pyau e Tenondé Porã  percebi uma realidade indígena diferente da que eu imaginava. A visão estereotipada e ingênua, que nem eu mesma sabia que tinha, foi se dissolvendo e pude, através da imersão, entender melhor como o meu trabalho poderia ser relevante.

Visita à aldeia Tekoa Pyau > São Paulo > 01/2015 

Protesto Guarani > São Paulo > 06/06/2014 > Fonte: www.socioambiental.org



Apropriação dos Grafismos

Na segunda etapa do projeto foi feita uma pesquisa sobre os diversos tipos de apropriação de grafismos, pinturas e motivos indígenas por designers. Dentre todos os tipos de apropriações, foram escolhidos quatro cases para serem estudados mais de perto e analisados criticamente, buscando entendimento sobre os significados dos grafismos neles utilizados, o respeito aos povos indígenas e a atual legislação brasileira. Dentre os cases estavam: a tipografia Pacaembu, a capa da revista Tupigrafia, a estampa Índios de Marcelo Rosenbaum e a coleção FARM na Aldeia.
 

Cases escolhidos para estudo. Em ordem da esquerda para a direita: Fonte Pacaembu de Ricardo Carvalho; Capa Tupigrafia de Tony de Marco; Estampa Índios de Marcelo Rosenbaum; Coleção Farm na Aldeia.



Concretização do Projeto

O Onhemopytã se concretizou através da publicação do livro. No livro são elaborados conceitos como o contexto indígena, as manifestações visuais indígenas, a diferença entre design, arte, artesanato e etnodesign, os direitos indígenas e a forma como designers se apropriam dos grafismos desses povos. Em anexo estão a pesquisa em campo, com fotos e depoimentos dos próprios indígenas, pesquisa conceitual e entrevistas realizadas com os designers escolhidos para os cases. 
 

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